Este Sócrates…
Isto só espanta estes Lobos Xavieres!!!
Quanto aos títulos de dividia publica ser o problema da banca portuguesa… Isso
não é uma mentira… Isso é uma garrafal, enorme e descarada mentira de mais um Idiota
a quem um Crápula impôs uma condecoração.
O Odio a Sócrates e a não aprovação do PEC4 vai continuar a
ter consequências (e não apenas para Portugal), o fugir da Grécia na altura em
que o problema deles se tornou real. Como se o mesmo não fosse de toda a Europa
deu aos mercados a possibilidade de se banquetearem como tubarões no meio de um
cardume de atuns.
Escrevi isto nas alturas próprias no blogue que usava na
altura:
“Quem compra a divida de todo
o dito primeiro mundo, são os países que neste momento têm dinheiro (os BRIC e
os da OPEP), mas independentemente de quem a compra, o que é pouco importante,
o que interessa saber é o que vai fazer com a mesma.
E para responder a essa pergunta necessitamos de responder primeiro a duas
outras.
Primeira: Quais são as cinco praças/ bolsas mais importantes do mundo?
Resposta: Nova Iorque, Londres, Tóquio, Hong Kong e Six Swiss (nenhuma na zona
Euro)!
Segunda: Quantas e qual a nacionalidade das agências de rating?
Resposta: três e todas EUA.
Agora respondendo ao que vai acontecer á nossa divida e a toda a divida
comprada aos países do Euro.
A mesma vai ser transformada em fundos, exactamente iguais aqueles que
conduziram ao subprime, classificados pelas mesmas agências de rating que
levaram ao subprime e postas no mercado de capitais exactamente como aconteceu
com os lotes de hipotecas imobiliárias que levaram ao subprime.
Ou alguém pensava que quem comprava a nossa divida se sentava em cima dela,
esperava dez anos e recebia os juros???
Será com operações como essa, que dando á partida juros altos através da baixa
do nosso rating (vejam enquanto foram ignorados os testes de stress feitos á
banca europeia em geral e á nossa em particular), que vão tornar a nossa divida
interessante ao intermediário que a compra e que vai necessitar dos pareceres
dessas mesmas agencias de rating para a voltar a por no mercado aos bocados
misturada com outras dividas soberanas e outros activos de forma tornar tão
atractivo o pacote que vai permitir (uma vez que não a podemos abandonar esta
divida como milhares fizeram com as casas que tinham hipotecas
sobrevalorizadas), aos países com as duas Bolsas mais importantes do mundo
(Wall Street e City) tapar o buraco deixado pelos famosos activos tóxicos que
quase levavam a banca mundial ao colapso.
Quanto aos que pensam que isto tem algo a ver com a nossa situação estrutural,
expliquem-me o que aconteceu nos últimos dois anos e meio de diferente, para
que o juros da divida tenham passado de 0.52% para 6.7% e se realmente o
problema é nacional e a culpa de Sócrates, qual a razão de os juros da divida
de todos os países da zona Euro ter disparado?
O que se passa é um ataque ao Euro pela moeda que perdeu a hegemonia no
pagamento das transacções internacionais (dólar americano), um cavalo de Tróia
dentro da U.E. que têm a ganhar com isso (libra) e um inútil que não fazia a
mínima ideia que estava a ser usado pelos dois anteriores dentro do Euro
(Irlanda).
E não é de derrubar o Euro
que se trata, mas sim de, parasita-lo até ao limite do possível. Não só pela
necessidade, devido ao problema que arranjaram com os tais activos tóxicos do
qual ainda hoje a banca tenta recuperar e onde a banca americana e inglesa se
isso fosse escrutinado por agências de rating independentes, que infelizmente
não existem, se veria o quão débil a situação desses dois em particular é.
Estamos perante uma segunda guerra mundial invertida na finança, ou seja desta
vez os EUA e o Reino Unido atacaram o Euro de forma indirecta e a passividade
da zona da moeda comum, com a Alemanha á cabeça, quando esse ataque foi feito á
Grécia (e claro que a Grécia tinha fragilidades próprias que a tornou no alvo
obvio, assim como Portugal também tem, tal como todos os outros países, quer
fragilidades quer interligações num mundo globalizado), mostrou á Wall Street e
á City que a falta de solidariedade entre os países do Euro, juntamente com a
falta de instâncias internacionais europeias capazes de tomar decisões nestas
matérias (e as que existem o Reino Unido pode sempre, senão paralisar, pelo
menos atrasar), tornava os juros das dívidas nacionais, através da destruição
da respectiva cotação do país pelas três agências de rating alvos tentadores e
dava a esse ataque elevada probabilidade de sucesso. O a Alemanha ter hesitado
(como na segunda guerra mundial o resto do mundo hesitou até á invasão da
Polónia), deu aos EUA e ao Reino Unido a força para a blitzkrieg que têm estado
a fazer ao Euro e diga-se, com sucesso.
PS. Os Medinas Carreiras, os Antonios Lobos Xavieres e a grande maioria da
comunicação social nacional com o seu ódio a Sócrates, só tornaram Portugal
ainda mais fácil.”
Em a "Pacheirada"
no dia 19 de Fevereiro escrevi o que em baixo deixo, a comentário de notícia do
Expresso na altura:
“Pacheco Pereira está de
volta (aliás ele nunca foi embora) á asneira.
Segundo ele na quarta-feira estivemos á beira da banca rota.
Claro que esta informação é extremamente útil para quem especula neste momento
contra o Euro.
E o porquê destas taxas de juro na compra da nossa divida é uma reacção ao
facto de ainda não termos entrado em rotura, pois somos nós que estamos a
evitar a ataque á Espanha que neste momento tem um juro da divida superior á
Colômbia. E essa é a jóia da coroa que os especuladores querem. Antes disso vão
ter de atacar um país que não tem governo á mais de 294 dias e de nome Bélgica.
Toda a indecisão começada
pela U.E., através do seu Banco Central, em geral e pela Alemanha em particular
(por motivos legítimos e alguns casos, a falsificação das contas gregas,
noutros nem por isso, o descalabro da bancário mundial que afectou a Irlanda
com grande violência) deixou que esta bola de neve que na altura teria sido
fácil de parar tomasse as proporções que hoje se lhe conhece; capitule Portugal
aos mercados e será muito difícil evitar o fim do Euro a prazo. Pois se para a
moeda europeia é sustentável o que está a acontecer nos países periféricos, se
o mesmo acontecer a uma Espanha os custos de resgate serão exponencialmente
maiores e não o fazer é o fim Zona Euro e da sua moeda se não imediatamente,
num prazo inferior a 10 anos.
Qual ajuda da oposição com moções de censura anunciadas com um mês de
antecedência, declarações como as de Pacheco e as opiniões de opinadores
profissionais que todos os dias vemos nos media para este desfecho???
Pois… se negativos não forem, positivos não serão de certeza para o interesse
nacional. O qual é cada vez mais subalternizado pelo ódio que a maioria da
opinião publicada tem ao PM eleito. Deixem-me repetir esta última parte para
que não pareça a mesma despiciente: PM eleito!!!
Mas o que se pretende não é derrubar o governo, pois se fosse, a moção de
censura já tem dia marcado. O que se pretende é evitar que Sócrates não tenha
êxito, pois caso contrário, lá ficaram afastados do Poder por mais uns anos e todos
sabemos que isso é tudo o que quer o PSD quer o CDS não querem acima de
qualquer outra coisa.”
Já perceberam que se trata de
um ataque ao Euro???
Já perceberam como o mesmo se faz ???
Ou tenho que vos soletrar e unir ainda mais os pontos para conseguirem ver o
desenho???"
A única coisa que existe a
acrescentar ao anterior é que o que foi escrito para Pacheco Pereira é extensível
a Lobo Xavier
O esta gente ainda não ter acordado (ou ter acordado tarde)
para o facto de que o que estamos a passar não é mais que uma segunda parte
deste desastre, é ainda mais preocupante que a ausência de grandes líderes
europeus, uma vez que nesta ignorância dissimulada (porque caso seja real, o
porquê de Lobo Xavier fazer parte de tantos conselhos de administração é um mistério
ainda maior) respaldam a continuação anárquica desta selvageria a que chamamos:
mercados.